Travessia dos Oceanos – Emissão de 10 de Julho com Francisco de Paula

francisco de paula

Mais uma emissão da Travessia dos Oceanos, e desta vez com a presença de um artista muito querido de todos nós, o realizador do filme “A Dama da Viola”, uma homenagem a Helena Meirelles, Francisco de Paula. Teremos ainda, a partir das 22 horas, na próxima terça-feira, dia 10 de Julho, o Concerto Acústico com  Fagner.

Destaque Entrevista

Francisco de Paula

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Francisco de Paula é um cineasta nascido em Santos, actualmente a morar no Rio de Janeiro. Todos os seus trabalhos são independentes, e por isso o seu primeiro filme não foi reconhecido na época como obra nacional. Para o cineasta existe uma razão clara para não trabalhar com o apoio governamental. Para ele, não é justo tirar milhões da educação, saúde, casa e comida para um filme. Sempre seguiu essa linha de pensamento, mesmo sabendo que um filme sofre de preconceito quando não é financiado por terceiros.

Mesmo caminhando contra a maré, Francisco de Paula conseguiu sagrar-se na sua profissão. O seu último filme, “Helena Meirelles – A Dama da Viola”, de 2004, foi também uma produção independente, mas esteve exibido na principal rede de cinemas do Brasil.

O filme conta a história de uma senhora de 80 anos, Helena Meirelles, a qual era desconhecida do grande público, mas mesmo assim recebeu o prémio Spot Light Artist da consagrada revista norte-americana Guitar Player, em 93.

Se desde muito cedo Francisco se interessou pela sétima arte, a verdade é que só começou a sua carreira profissional quando se mudou para o Rio de Janeiro, na altura para estudar Direito.

Nessa altura viajou para a França, onde conheceu pessoas que trabalhavam com o Cacá Diegues, e daí ter sido convidado para a produção do filme “Quilombo”, do qual foi assistente de direcção.

Na década de 80 dirigiu “Areias Escaldantes”, com personalidades importantes como Regina Casé, Luiz Fernando Guimarães, Diogo Vilela, Lobão, entre outros.

Helena Meirelles

Helena Meirelles nasceu em 1924, em Bataguassu, Brasil, e morreu a 28 de Setembro de 2005, em Presidente Epitácio. Ela foi cantora, violeira, e compositora, reconhecida a nível internacional, principalmente pelo seu enorme talento como tocadora de viola caipira.

Foi casada por imposição dos seus pais, com apenas 17 anos, mas pouco depois abandonou o marido para se juntar a um paraguaio que tocava violino e violão. Helena tinha aprendido a tocar viola caipira às escondidas, porque os seus pais não queriam que a jovem aprendesse.

Voltou a separar-se e dedicou-se a tocar viola em farras e bares. Os filhos dos dois casamentos ficaram com pais adoptivos enquanto Helena andava nas estradas, até encontrar o seu terceiro marido, com quem viveu mais de 35 anos.

A família não soube nada dela por quase 30 anos. Foi uma irmã que a encontrou, já muito doente, e levou-a para São Paulo. Foi nessa altura que Helena Meirelles ficou conhecida na mídia quando saiu uma matéria da Guitar Player a elogiar a artista. Só aos 67 anos Helena Meirelles conseguiu apresentar-se num teatro pela primeira vez.

Concerto Acústico

Fagner

fagner

Raimundo Fagner Cãndido Lopes, mais conhecido como Fagner, nasceu em 1949, em Orós, Brasil. É um famoso cantor, compositor, instrumentista, produtor e actor. É também um dos integrantes do Pessoal do Ceará.

Desde criança que viveu no mundo musical. Com apenas 6 anos ganhou um concurso infantil na rádio com uma canção em homenagem às mães. Durante a adolescência formou vários grupos musicais, e foi nessa altura que começou a compor.

Em 68 ganhou o IV Festival de Música Popular do Ceará, com “Nada Sou”. Depois de aparecer em vários programas de televisão, ficou conhecido no estado em 69. Nesse ano integra o “Pessoal do Ceará”, com Jorge Mello, Belchior, Rodger Rogério, Ricardo Bezerra e Ednardo.

Em 70 mudou-se para a capital para estudar arquitectura. Nesse ano participou do Festival de Música Popular do Centro de Estudos Universitários de Brasília, tendo ficado em primeiro lugar, e valendo-lhe uma menção honrosa e prémio de melhor intérprete.

Desde então que Fagner soma êxitos atrás de êxitos, e o seu nome espalhou-se além fronteiras.

Álbuns: Cavalo Ferro / Disco de bolso do Pasquim / Manera Fru Fru, Manera / Ave Noturna / Raimundo Fagner / Orós / Eu canto – Quem viver chorará / Beleza / Eternas ondas / Traduzir-se Raimundo / Batuque na praia / Sorriso novo / Palavra de amor / A mesma Pessoa – Cartaz / Deixa viver / Fagner – Lua de Leblon / Romance no deserto / O quinze / Pedras que cantam / Demais / Caboclo Sonhador / Retrato / Pecado verde / Bateu saudade / Terral / Amigos e canções / Donos do Brasil / Fortaleza / Uma canção no rádio / Pássaros urbanos

Músicas: Espumas ao vento / Deslizes / Canteiros / Borbulhas de amor / Jura secreta / Oração de São Francisco / Dezembros / Retrovisor / Noturno / Jardim dos animais / Romance no deserto / Pedras que cantam / Guerreiro menino / Entre muitas outras.